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O MINIMALISMO DA BODEGA BRESSIA

 

Para quem ainda não conhece, a Bodega Bressia mantém um conceito de adega familiar, eles têm uma produção anual que não passa de 120 mil garrafas, com tantos cuidados, eles surpreenderam o mundo com o vinho ícone o Bressia Profundo, um assemblagem que passa 10 meses em carvalho francês e americano, além de 12 meses em garrafa, nas adegas da bodega, para modelar e refinar os taninos, conseguindo assim a perfeição de um vinho elegante, untuoso com um memorável final de boca.

Essa trajetória de sucesso se inicia em 2003 por Walter Bressia com sua esposa e filhos, que sob o conceito de “Family Wines”, com o projeto inicial de vinhos personalizados com venda limitada, hoje é reconhecido nos mercados nacionais e internacionais por sua qualidade. Tanto que 60% de sua produção é exportada, e o Brasil está entre seus principais consumidores.

Essa qualidade se mantém por cuidados especiais, um deles é o de utilizar as barricas apenas duas vezes para a maturação de seus vinhos, garantindo assim um vinho mais profundo e intenso de aromas.

Com tanta qualidade são vinhos que eu particularmente indico, não somente o Bressia Produndo, mas também a linha do Monteagrelo e do Sylvestra.

Um brinde Profundo!

Juliana Mazo

UM BRINDE AO PAPALE!

 

Escrito pelo Sommelier Paulo Xavier

Olá amigos e amantes dos bons vinhos,

Muitas vezes nos deparamos com a dúvida na hora de comprar vinhos, qual país?
Os mais tradicionais Chile, Argentina, Itália, França ou Espanha?
Que uva escolher? Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec ou Carmenere?

Mas porque sempre as mais conhecidas?
Hoje temos mais de 5 mil nomes de uvas, as vezes nomes diferentes para mesma uva conforme o país.
Por exemplo na Espanha temos a uva Tempranillo que em Portugal é conhecida de Tinta Roriz.
Na Itália a uva italiana conhecida pelo nome Primitivo (região da Puglia-Manduria) é conhecida com o nome de Zinfandel na Califórnia. E não é somente os nome que são diferentes, as características por causa do terroir, é praticamente impossível de dizer que se trata da mesma uva.

Uma primitivo que representa bem o seu papel é no vinho italiano Primitivo di Manduria Papale-Varvaglione Dop (Denominazione di Origine Protetta). Vinho frutado, com notas intensas de frutas frescas, amoras, cereja, toques de chocolate e alcaçuz. Além de sedoso e de cor vermelho rubi, é gastronômico acompanha carnes vermelhas grelhadas ou queijos de media cura.

Vocês precisam conhecer, esse vinho é tão espetacular que a história dele também é digna de atenção…

O Vinho do Papa?
É uma terça feira qualquer em Culver City, Califórnia, quando Michael Carpenter chega em sua loja de vinhos The Red Collection. De repente uma ligação do exterior, querendo saber se ele teria como enviar uns vinhos para Itália. O desconhecido cliente quer 115 garrafas de um Primitivo di Manduria, com um nome que em inglês não quer dizer nada: “Papale”. O Michael estranhou muito o pedido: enviar vinho italiano dos EUA para Itália era algo que não fazia muito sentido, ainda mais que cada garrafa sairia pelo dobro do valor, incluindo o frete. Obviamente ele aceita e quando pergunta o endereço de entrega a resposta é mais incrível ainda: “Cidade do Vaticano, escritório do Cardeal Secretário de Estado”.
Só depois, lendo o rótulo, que o Michael entendeu. A vinícola Varvaglione, produtora do vinho em questão, escolheu o nome “Papale” como dedicatória à eleição do Papa Bento XIII, originário justamente da Puglia, e o rótulo conta um pouco desta história.
O vinho é muito vendido no exterior, motivo pelo qual foi mais fácil achá-lo nos Estados Unidos que na própria Itália.
Por que não um vinho argentino, então? Bem, o pedido foi feito um dia antes da escolha do novo Pontífice, quando ainda ninguém sabia a nacionalidade do sucessor do Bento XVI, então pensou-se que um vinho homenageando o País hóspede da Igreja e ainda com nome papal agradaria de qualquer forma.
Mas por que 115 garrafas? Simples, o Conclave é formado por 115 cardeais.

Um brinde!

AMANTE INESQUECÍVEL, O VINHO!

Escrito por Doutor Guaracy Moreira Filho

Fernando Pessoa dizia que a vida é boa, mas o vinho é melhor.
Sempre gostei de vinho, e isso veio desde a minha mocidade. Puxando pela memória, acho que minha saudosa avó Rafaela foi a responsável por este gosto meio sofisticado para a época, mas indispensável para os nossos dias. Para ela, almoço sem vinho era o mesmo que cinema sem pipoca, futebol sem torcida ou o Silvio Santos sem auditório; não tinha a mínima graça.

Guardadas as proporções, esta bebida que nos alimenta a alma, pode sim, ser comparada aos verdadeiros amigos, pois, como eles, está sempre presente nas comemorações tradicionais, nas alegrias eventuais, nos momentos de exaltação e, claro, naqueles dias de aborrecimentos e de decepções que a vida nos proporciona.

De outra parte, não há nada melhor nem mais leal que o vinho para desfrutar da companhia da pessoa amada, mesmo que ele a conquiste definitivamente. Aqui não haverá ciúmes, ao contrário, esse sentimento nos envaidece e nos enobrece. Como dizia Alberto Catalão, “onde o bom vinho falta, encurta o espaço para o amor”.

Faz-se, assim, o vinho, obrigatório na cama, na mesa, no chão ou apenas contemplando as estrelas. Vivas ao romance, vivas ao amor, vivas as conquistas, mas vivas também ao vinho.

A paixão que envolve os amantes, a inspiração que arrebata os poetas e a determinação que impulsiona os vencedores não teria muito sentido sem a presença inebriante e carismática do vinho.
O amor quando chega, chega devagar, de mansinho, como quem não quer nada e, de repente, se infiltra dentro de nós e não mais nos deixa. Fica incrustrado no coração com a imagem de quem se ama. Assim é o vinho, só que incrustrado na alma…

Quando falamos de “vino” italiano, prefiro os do Sul, a uva Nero de Tróia uma das minhas preferidas, pelo forte aroma de madeira e frutas de bosque, o  Tufarello, representa bem, com ótima persistente na boca e muito equilibrado,  oferecido pelas uvas cuidadosamente colhidas e manualmente selecionadas.

Quando o assunto é  “vino rosé”, muito me agrada os chileno com boa acidez , um vinho bem gastronômico para acompanhar frutos do mar e peixes, leve e fresco, um vinho de verão pelas uvas com gosto de amoras verdes representado maravilhosamente pelo vinho Anhelo.

Já o ”vin rouge” francês da região do Cothes du Rhone, com aroma de terra úmida ,  e aromas complexos terciários como couro e terra, me remetem ao delicioso Crozes Hermitage (que todo mundo deve degustar um dia), em nada modificam o placar do jogo.

Se o mágico tem como amigo o coelho, o policial a arma e o professor o livro, eu tenho o vinho. E se eles se reunissem para uma confraternização certamente pediriam a bebida preferida pelo “homem de Nazaré”.

Se o barco precisa do mar, a primavera do sol e a borboleta da flor, o homem precisa do vinho.

AS VINÍCOLAS MAIS ADMIRADAS DO MUNDO

Esta semana a Drinks International divulgou a lista das vinícolas mais admiradas do mundo, neste ano de 2017 tivemos algumas mudanças em relação ao ano passado…

A Vinícola espanhola Torres, que em 2014 e 2015 foi condecorada em 1º lugar retorna ao posto de vinícola mais admirada do mundo, um prêmio muito significativo para uma empresa familiar que espalha a cultura do vinho desde 1870, com a fundação de sua vinícola na região do Penedés.

Na segunda colocação temos a gigante chilena Concha Y Toro, que subiu duas posições, na terceira colocação temos a campeã do ano passado a vinícola australiana Penfolds.

Mas a lista segue com grandes produtores como Vega Sicilia da Espanha, Viña Errazuriz do Chile e Tignanello da Itália.

A grande lista chega aos 50 nomes, dos quais vale muito a pena dar uma estudada e adquirir alguns dos vinhos desses produtores indicados!

Com grande satisfação,

André Santos

DEGUSTE CANTU – ETAPA SÃO PAULO!!!

SOMENTE NO EMPÓRIO SANTA JOANA você poderá participar deste incrível evento que acontecerá no dia 23 de março de 2017 à partir das 18:00 horas no rua Heitor Peixoto nº 501 no bairro da Aclimação, este evento único em São Paulo contará com mais de 50 rótulos sendo eles vinhos e espumantes de 10 países, Itália / França/ Portugal/ Espanha/ Chile/ Argentina/ Estados Unidos/ Austrália/ África do Sul e Uruguai.

E ainda o valor do convite sai em desconto na compra dos produtos degustados no dia do evento e você ganha uma linda taça gravada. E comprando antecipado até o dia 16/03 você tem desconto no valor do convite…

Não perca!

Deguste Cantu no Empório Santa Joana

Uva Merlot: Popular ou Elegante?

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Merlot, posso dizer que essa é minha uva vinífera favorita, e recentemente tive a oportunidade de tomar belíssimos vinhos com esta uva, por esse motivo, resolvi escrever um pouco mais sobre ela…

Uva originária da região de Bordeaux na França, sendo cultivada no Sudoeste, principalmente nas regiões de Pomerol e Saint Émilion. Juntamente com a Cabernet Sauvignon e a Cabernet Franc compõe o tradicional Corte Bordalês.

Para quem ainda insiste em questionar as qualidades dessa uva, vale lembrar que o vinho ícone do mundo, o famoso Chateau Petrus da região de Saint Émilion, é elaborado com pelo menos 95% de Merlot.

Além de ser a uva tinta mais cultivada na região de Bordeaux, é atualmente é a segunda uva mais cultivada pelo mundo, perdendo apenas para a Cabernet Sauvignon.

No geral, quando é vinificada sozinha, a Merlot produz vinhos de paladar médio para leves, sedosos, com taninos macios e muito fáceis de serem bebidos, apresentando sobretudo notas de frutas vermelhas, tais como: amora, framboesa, ameixa e morango. Se for vinificada barricada e/ou em cortes com outras uvas, como a Cabernet Sauvignon e a Tannat por exemplo, teremos geralmente vinhos com mais corpo, mais estrutura, toques de frutas negras, baunilha e com um maior potencial de guarda.

A harmonização da Merlot com comida também costuma ser bastante fácil, uma vez que a maciez e a leveza do vinho vão muito bem com pratos mais leves, como: frango, peru e vitela por exemplo. Sua harmonização com cogumelos é altamente recomendada por diversos especialistas.

Eu particularmente harmonizei recentemente um Merlot com um ravióli de carne que ficou simplesmente espetacular, portanto recomendo também sua harmonização com massas e molhos mais leves.

Devido a sua enorme capacidade de adaptação a diferentes tipos de climas e solos, a Merlot atualmente é cultivada em diversas partes do mundo e sempre gerando vinhos com muita qualidade em todos esses lugares, tais como: Chile, Brasil, Califórnia, Austrália, África do Sul, Itália entre outros. Aqui no Brasil sobretudo, é considerada a uva que melhor se adaptou ao nosso terroir, e conseguimos produzir alguns grandes exemplares que não deixam nada a desejar a outros Merlot produzidos em outros países.

Listarei abaixo alguns exemplos de excelentes vinhos com essa uva que provei recentemente:

Vinho Brasileiro Casa Valduga Leopoldina Premium Merlot – Vinho encorpado, taninos maduros apresentando equilíbrio entre acidez e álcool e excelente persistência gustativa, com revelador toque de frutas maduras.

Vinho Chileno Catrala Gran Reserva Merlot – Vinho bastante aromático com uma mescla de madeira e frutas como framboesa e mirtilo. Estruturado, muito frutado, com notas elegantes de madeira trazendo um sabor requintado.

Vinho Francês Mouton Cadet Bordeaux (Merlot/Cabernet Sauvignon/Cabernet Franc) – Tinto com aromas frutados, marcado pela nota de baunilha do carvalho francês. Em boca tem corpo médio, ótima acidez, taninos médios. Sabor longo e frutado.

Vinho Espanhol Jean Leon Merlot – Cor rubi violeta brilhante. Não é um vinho viscoso nem denso. É rico, com a fruta vermelha e negra madura, seguido de toques de especiarias e um final esbanjando frescor. Em boca, o frescor é mais notório ainda. Apesar de possuir teor alcoólico elevado, é equilibrado e apetitoso.

E vocês, já provou algum Merlot que te surpreendeu?

Wellington Mercês

Entre Vinhos e Flores

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A primavera já está chegando, e vem nos prestigiar com dias mais quentes e ensolarados. A estação das flores também é uma oportunidade ideal para degustar vinhos mais refrescantes e saborear pratos mais leves.

Mais do que harmonizar com comidas, os vinhos combinam com momentos.

O perfume das flores, o clima mais agradável, nos oferece o prazer de conhecer novos lugares e rever amigos e nada melhor do que desfrutar de tudo isso na companhia de deliciosos vinhos, sejam eles rosés, brancos, espumantes e até mesmo tinto.

Nesta época do ano a temperatura ideal da bebida também muda, por isso o melhor é armazenar os vinhos brancos e espumantes sob a temperatura de 7 a 11 graus para, assim, ter uma melhor concentração de aromas e sabores. Os vinhos tintos, porém, devem permanecer de 15 a 18 graus.

Vou começar falando do vinho rosé, ainda pouco popular no Brasil, esse estilo de vinho começou a chegar por aqui nas décadas de 70 e 80, é um vinho produzido por meio da maceração de uvas tintas que permanecem menos tempo em contato com as cascas. Nesse caso, o maior desafio dos produtores é equilibrar o frescor e a vivacidade dos vinhos brancos com os aromas intensos e frutados dos tintos, eles não são tão leves quanto a maioria dos brancos nem tão complexos como um tinto encorpado. Vale lembrar que devem ser, bem refrescados, quase como vinhos brancos.

E como todo mundo tem uma preferência eu também tenho a minha que é o Vinho Argentino Rosé 505 que é um vinho de brilhante cor rosada, aromas elegantes e frescos de frutos vermelhos e maduros. Na boca é amável de acidez marcante, fresco e intenso.

Uma boa opção para o vinho branco é o Vinho Chileno Punto Final Sauvignon Blanc trata-se de um varietal de excelente tipicidade, fermentado com leveduras indígenas a partir de uvas colhidas e selecionadas manualmente. No aroma exibe frutas tropicais e cítricas – como pomelo, lima, maracujá, abacaxi e pêssego.

Outro vinho que muito me agrada é o Vinho Argentino Zentas Torrontes, um vinho clássico sem ser enjoativo, as flores estão lá, boa acidez, frutas brancas oscilando entre maduras e verdes. Se gosta de vinhos delicados e gostosos, daqueles que você vai degustando sem compromisso numa tarde de sol com a cabeça sossegada, ele é uma boa opção.

Mas se você prefere vinhos tintos, nada mais interessante do que um Pinot Noir da Borgonha, que também combina bem com a estação. O Vinho Frances Borgonha Pinot Noir Abel Pichard, é uma excelente opção, vinho de cor vermelho rubi com aroma de frutas vermelhas e azeitona, em boca é seco, apresenta boa acidez, taninos finos e final harmônico.

E como a maioria das mulheres eu adoro as borbulhas dos espumantes.

O Prosecco Italiano Valdo Treviso DOC é um delicioso espumante elaborado partir de uvas cultivadas na província de Treviso, tem em sua coloração amarelo palha, seu aroma é frutado típico, com notas de maçã dourada. Sabor equilibrado, frutado e aromático. A Prosecco com uma personalidade forte, acompanhamento perfeito para aperitivos e pratos principais delicado.

Agora que já listei algumas opções de minha preferência para o calor, falta só você escolher o seu.

 

Maria Aparecida Bezerra