Nem branco, nem tinto… A moda agora é Vinho Rosé!

Nesses dias de intenso calor que temos enfrentado neste início de primavera, não é somente a cerveja gelada (preferência nacional) que tem o poder de refrescar.

Alguns vinhos também são ótimos para acompanhar almoços, jantares e até o famoso “happy hour” no fim do dia com os amigos.

Reconhecidos por sua leveza e seu frescor, brancos e rosés são servidos a temperaturas bem mais baixas que os tintos (entre 13°C e 8°C), conseguindo assim ganhar muitos apreciadores e se popularizar no Brasil.

Até 1970 o vinho rosé era uma bebida desprenteciosa que acompanhava muito bem aperitivos, mas com o passar dos anos essa concepção mudou, e os produtores estão investindo e fazendo rosés cada vez melhores e com estilo.

O resultado desse investimento é o aumento do número de apreciadores, e em consequência disso, estão surgindo novas vinícolas, em novas regiões e produtores clássicos estão se expandindo no mercado.

O vinho rosé têm se popularizado como um “vinho social”, pois combina bem com qualquer ocasião, desde a beira de uma piscina até em reunião com amigos.

O vinho rosé é elaborado com as mesmas uvas que o vinho tinto, o que muda é a técnica de vinificação e o tempo de maceração (período em que as cascas das uvas fica em contato com o mosto).

Existem 2 tradicionais tipos de vinificação para o vinho rosé: a Rosé de Saignée (rosé de sangria, normalmente utilizada na França) e a Pressurage Directe (prensagem direta).

Rosé de Saignée é a técnica utilizada para obter vinhos rosés a partir da vinificação de vinhos tintos. O procedimento consiste em abrir a torneira das cubas durante a maceração, antes do início da fermentação, para retirar o suco mais claro.

Pressurage Directe é quando as uvas são colhidas e prensadas rapidamente, como para a elaboração dos vinhos brancos. O suco de uva que resulta da prensagem que se chama mosto, é enviado para as cubas e então é iniciada a fermentação. Neste tipo de prensagem, o contato entre as cascas e o mostro é menor do que no rosé de sangria, o resultado são vinhos mais claros, mais leves e normalmente menos alcoólicos.

Existe uma outra técnica que é conhecido como “Rosé de Corte”, em que o vinho tinto é misturado ao vinho branco, mas essa técnica só é autorizada para a elaboração do champagne rosé. Mas vamos frisar que este método não é somente misturar vinhos prontos, o “corte” para a elaboração do champagne é realizado antes da segunda fermentação em garrafa, que vai dar origem “efervescência” do vinho. Então o “chef de cave” dosa os vinhos feitos de Chardonnay, Pinot Noir ou Pinot Meunier em uma garrafa, então o champagne repousa no mínimo 1 anos (em alguns casos, até décadas) sobre as borras na garrafa, o que contribuiu para modificar seu perfil aromático, estrutura e textura.

Porém, dificilmente os produtores colocam nas fichas técnicas o tipo de vinificação utilizada, mas independente disso, até hoje, todos os rosés que tive a oportunidade de degustar, me surpreenderam positivamente.

Em relação custo x benefício, gostei muito do chileno Anhelo, do sul africano Nederburg mas o meu queridinho é o francês By Ott de Provence. Ele se destaca por ser um rosé acessível entre os produzidos pela Domaines Ott, e está acima da média em comparação com a qualidade de outros pela mesma região. Ele é extremamente frutado, com aroma de cereja fresca, damasco, manga e maracujá, juntamente com toques florais e um sutil herbáceo. Na boca é um vinho saboroso e com ótimo frescor.

A maior parte dos vinhos rosés são colocados à venda logo depois de serem engarrafados, apresentando assim vinhos de coloração límpida, na boca leveza, frescor e acidez viva são suas principais características.

O rosé harmoniza perfeitamente com carne vermelha sem gordura grelhada, massas cozinhas, massas assadas, pratos doces e com frutas, mas para não errar evite carnes gordurosas, peixes ensopados e queijos.

 

Sendo assim, que tal um rosé hoje?

Juliana Mazo

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