Posted in Vinhos, on 3 maio 2019, by , 0 Comments

Muito bem!!! Após uma provocadora preliminar sobre como será nossa jornada de inverno, nosso roteiro delicioso no universo dos tintos, vamos direto ao assunto, pois o período de baixas temperaturas está chegando e não temos tempo a perder.

Preparou sua taça???

Existem muitos conceitos importantes que poderão “nortear” sua degustação e auxiliar na sua preferência com este ou aquele país, produtor e variedade.

Primeiramente é importante saber que existem duas importantes escolas de vinho, e acredito ser útil saber identificá-las: Vinhos do velho mundo, novo mundo e novíssimo mundo.

Basicamente, o que difere essas duas escolas, são:

No caso do “velho mundo”, normalmente, os europeus (Portugal, França, Espanha, Itália), a forma de vinificação ainda é muito tradicional, respeitando determinações legais, antigas tradições e métodos mais conservadores na produção, também não é comum a divulgação das variedades utilizadas, sendo mais importante e valorizado  o nome da região de produção do vinho, a arte do produtor, os enólogos, as denominações de origem e controle (DOC).  Costumam ter maior longevidade, consequentemente, são vinhos com tendência a ser mais valorizados e caros, mas há boas exceções (que particularmente adoro os chamados “vinhos custo x benefício” dessas regiões).

Já os vinhos do “novo mundo”, como Austrália, África do Sul, Califórnia, Brasil, Chile, Argentina, tem como características, maior abertura as inovações tecnológicas na produção, a divulgação das variedades nos rótulos, normalmente vinhos produzidos para serem consumidos mais jovens ou com média de guarda de 04 a 05 anos, produtores mais recentes, enólogos mais ousados e abertos a combinações das variedades (blends) e o que é melhor, normalmente são vinhos com tendência a melhor relação “custo x benefício”, mas também há suas exceções.

Proponho começarmos a experimentar vinhos do novo mundo. Geralmente são os que mais agradam o degustador brasileiro. Neste sentido, o campeão de vendas são os vinhos chilenos.

Como são bons!!!! E como o Chile é importante neste universo!!!! Defini, será no Chile nosso primeiro desembarque.

Abra um delicioso tinto da uva Cabernet Sauvignon, conhecida como “a rainha das uvas”, ela é o resultado entre o cruzamento das uvas Cabernet Franc e Sauvignon Blanc. Essa uva se caracteriza pela coloração rubi intenso e brilhante, o aroma varia um pouco devido ao terroir, mas normalmente encontramos aroma de frutas escuras (ameixa preta, cereja, groselha), com notas vegetais de cassis amadeirado. Em boca de apresenta com taninos densos e equilibrados, sempre com o gostinho de quero mais. Nessas variações de terroir e vinificação, podemos ter uns muito amadeirados até os ligeiros (não passam por madeira e tem taninos menos estruturados).

Indicações pessoais minhas (custo x benefício): INSPIRA RESERVA CABERNET SAUVIGNON, VEO ULTIMA RESERVA CABERNET SAUVIGNON, mas se você estiver disposto a “investir” um pouco mais, o COUSINO MACUL RESERVA ESPECIAL LOTA vale muito a experiência, maravilhosa por sinal, que ele proporciona na boca.

Não importa qual você deguste, mas se atente a cada detalhe, analise mesmo, cheire sim! Somente dessa forma, vamos aprimorando nosso conhecimento.

Saúde.

Enófilo Joel de Jesus

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